Adriaen Willaert and the imitative exordium: pedagogical use in ricercares or predilection for a consolidated style?

Authors

  • Marcos Pupo Nogueira Instituto de Artes da UNESP – Grupo de Pesquisa “Teorias da Música” Autor/a
  • Fernando Luiz Cardoso Pereira Instituto de Artes da UNESP – Grupo de Pesquisa “Teorias da Música” Autor/a

Keywords:

motet, ricercar, Willaert, imitative polyphony, cadences

Abstract

The emergence of polyphonic ricercare in the mid-16th century is marked by the publication of the collection Musica nova accommodata..., in 1540, composed of works by Willaert and others. The author's ricercares, even without text, present a structure similar to that of imitative motets from Josquin’s period and even from Willaert himself, in an early creative period. To point out such relationships, we start from a process initiated in our previous works, with analytical approaches for evaluating the polyphonic and textual structure in exordia of Palestrina’s four-voice motets, applying it to the set of Willaert’s four-voice motets printed in 1539, a year before the publication of his four-part ricercares, therefore. In this way, we were able to identify exordia with strict ‘interduo’ imitations (one duo imitating the other) that date back to the first manuscripts attributed to the author. The chronology of his motets, however, indicates a progressive tendency to make this strict scheme more flexible, by combining melodic ‘intraduo’ imitations (in each of the duos) in an ingeniously dissimilar way in the exordium. In this work, we demonstrate that Willaert’s ricercares from 1540 were printed for their pedagogical character, unlike his strict imitation motets printed in 1539, selected due to a probable editorial predilection, in this case.

Author Biographies

  • Marcos Pupo Nogueira, Instituto de Artes da UNESP – Grupo de Pesquisa “Teorias da Música”

    Docente e pesquisador no Instituto de Artes da Unesp, desde 2004, possui doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2003) e, desde 2014, é livre-docente pela Universidade Estadual Paulista. Do início de sua carreira profissional, em 1972, dedica-se em modo contínuo ao ensino de disciplinas teóricas e de análise musical, tanto em instituições de ensino técnico de música, quanto em instituições de ensino superior. Atualmente é docente nos cursos de música do Instituto de Artes da Unesp, na área de teoria musical com ênfase na intersecção análise-história, principalmente nos temas “morfologia na música polifônica do Renascimento” e “processos temáticos da composição”. Possui trabalhos consolidados acerca dos processos composicionais relacionados ao desenvolvimento temático na obra sinfônica de Carlos Gomes. É líder do Grupo de Pesquisa ‘Teorias da Música’, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ, que tem desenvolvido, junto a seus orientandos e egressos, pesquisas sobre ferramentas analíticas aplicáveis à música polifônica dos séculos XV e XVI, especialmente motetos e ricercares.

  • Fernando Luiz Cardoso Pereira, Instituto de Artes da UNESP – Grupo de Pesquisa “Teorias da Música”

    Músico e pesquisador. De perfil eclético, atua tanto na Música Erudita de períodos antigos (Medieval, Renascimento e Barroco), como na Música Popular (Rock, Jazz, MBP). Atuou como cravista e organista no exterior (em três concertos distintos, no Boston Early Music Festival 2019) e no Brasil foi solista ao cravo junto à Orquestra de Câmara da USP (2004), além de participar de grupos como a Orquestra Arte Barroca (2008-2014) e o grupo Ficta (2015 – atual). No meio popular, foi tecladista das bandas Yessongs  (tributo ao Yes, 2000 - 2005), Violeta de Outono (2005 – 2018) e Som Nosso de Cada Dia (2008-2018). Foi colunista da revista Teclas e Afins entre 2017 e 2018, tratando da história dos instrumentos de teclado anteriores ao piano. No ambiente acadêmico, é doutor em Musicologia pela UNESP, tendo apresentados diversos trabalhos no Brasil e no exterior, e realizou pós-doutorado na Boston University entre 2018 e 2019 e na USP entre 2020 e 2022. Foi professor de piano, teclado e composição em instituições como Atelier de la Musique, EM&T (Escola de Música e Tecnologia) e Omid Academia de áudio. Desde 2022 é professor de contraponto, teoria e percepção na UNESP em São Paulo, e a partir de 2023 assumiu as disciplinas de Preparação Auditiva, Piano, Contraponto e Produção Musical na graduação em Música pela UniSant’Anna. Ainda é professor de piano e teclado na escola Companhia das Cordas e é membro dos grupos “Miltrens”, “Half a Century” e “Endless Coda”.

Published

2025-12-21

Issue

Section

Dossier - XIV Encuentro de Investigadores en Poética Musical de los siglos XVI, XVII y XVIII